Jogar de quatro é legal?!? – Uma restrospectiva sobre jogos Multiplayer

Por Daniel Chrono


Estava a ouvir o Podcast daqui do brogui e fiquei a me perguntar. É legal jogar multiplayer? E se é legal jogar multiplayer, é preferível que seja online ou offline? É um cerne de questões que eu não irei responder a tudo de forma objetiva e imparcial, mas sim muito pessoal. Então vamos lá.

A jogatina multiplayer é um dos adventos mais antigos que existe desde a criação dos jogos eletrônicos.

Quando lançaram Pong, aquele jogo que imita o tênis e, com muita imaginação, o jogador acha que aquilo pode enganar a ele mesmo, já havia a opção de dois jogadores e, não é para menos, era muito divertido.

Os consoles foram evoluindo e, com isso, mais e mais jogos começaram a ficar disponíveis para os viciados em games. As opções eram, quase sempre, entre single e 2 players, deste, havia três modos,(vs, cooperativo ou de turno, muitos jogos em consoles como Atari, MSX, Odissey até a geração 8bits em geral (NES, Máster e congêneres). Até aí era legal, sempre juntava uma galerinha para jogar um River City Ranson, um Double Dragon, Super Mario, entre outros jogos e um ou outro sempre chorava que não queria dar a vez e mimimis de sempre.

Neste ínterim surgiriam as máquinas de fliperama que possibilitariam os viciados que gostam de passar horas e horas em pé, gastar a sua mesada – ou salário, se você for um viciado assalariado – em lugares lúgubres, com um cheiro fétido de menino de bucho amarelo e de garotinhos gordos que correram da aula para ir para uma casa de fliper e lá você poderia jogar games como: Michael Jackson’s Moonwalker, Turtles II, Simpsons entre tantos outros jogos que tinham a opção de se jogar de 1, 2, 3 ou, huuuuum, de quatro.

Um novo leque de jogos multiplayer estava ali perto da casa dos viciados e afins e, indo mais além, criando concorrência aos consoles, limitados a gráficos simplórios ou jogabilidade limitada. Mas, com o advento da era 16bits, alguns clássicos surgiram em forma multiplayer, entre eles, cito aqui, Bomberman para o Super Nintendo e para o Mega Drive – até onde eu me lembro, existe uma opção de quatro jogadores para os dois sistemas e evoluções no quesito de jogar com mais pessoas ao mesmo tempo.

Mas, para mim, a verdadeira evolução do multiplayer não se deu nem em consoles e nem em fliperama, mas no PC, vou citar o jogo e este que é considerado o Pai dos jogos de Primeira Pessoa, merece ser escrito em sua grafia correta – aprendam meninos e meninas jogadoras de PSX, PS2 e consoles mais recentes – DOOM. Foi o seu modo cooperativo de 4 jogadores, mais uma vez, jogar de quatro é tãoooo booooom, via modem, sim, já se podia jogar via modem com os seus fabulosos 2400 bps ou via LAN, sim, já existia “lan houses”, em faculdades e universidades americanas claro. Neste modo cooperativo, um dos jogadores se tornava o servidor do jogo e eles tinham o mesmo objetivo do jogo em si, finalizar o game. Se vocês acham que Left 4 Dead é foda e bem emocionante, queria ver vocês terem jogado DOOM em sua pura essência DOS em 1993, com 4 jogadores, no nível nightmare. Claro que, também, existia a possibilidade de combate entre 8 jogadores numa fase qualquer, bem ao estilo Counter Strike.

Desta forma, creio eu, a coisa começou a andar de forma coerente. Como assim, vocês me perguntam. E eu respondo da seguinte maneira. Não foi Goldeneye que iniciou a jogatina multiplayer per se nos FPS, em seguida, nos jogos de estratégia, como o StarCraft e WarCraft e sim os dois clássicos da ID Software, DOOM e Quake e a revolução que começou nos PC’s, evoluiu, de maneira subseqüente nos consoles de mesa. No Nintendo 64 temos os exemplos como: Turok, Mario Kart 64, Goldeneye, Perfect Dark, entre alguns outros, no PSX, grande parte dos jogos de esporte, o mesmo se dando ao Saturno e, com a chegada do DC, veio a primeira grande aventura online para os consoles – no PC já aparecia algo bem antes com Neverwinter Nightmare, ops, Nights, mas o jogo mais conhecido foi Ultima Online – que foi Phantasy Star Online e, aí, a orgia do MMORPG desembestou de vez.

Daí vem a pergunta original, é legal jogar multiplayer? Claro que é. Vale muito a pena jogar com vários jogadores, na verdade, não existe coisa igual. Agora será que compensa jogar online ou todos na mesma sala? Particularmente eu sou da turma que prefere de jogar numa lan house com uma ruma de caboclo e quando morrer gritar: “Filha da puta.”, mas, nos dias de hoje, é algo muito difícil de acontecer, seja pela falta de tempo, seja pela facilidade de obter outros jogadores online.

Mas o Wii está aí para mostrar como ainda existe mercado para jogatinas multiplayer offline. Nunca na minha vida me diverti tanto jogando um game como Wii Sports, jogando de quatro principalmente, huuuum. Jogar Tênis com um jogador inexperiente é uma experiência única ou se fazer de Tiger Woods jogando Golf é impagável.

Só havia me divertido de tal monta quando havia jogado CTR (Crash Team Racing), que lhe a possibilidade de se jogar com outros três jogadores em duas modalidades, combate ou competição. Não existe satisfação melhor que jogar um amigo seu abismo abaixo ou lançar uma bolha de energia e fazer os outros ficarem atrás de você.

Então, qual é o melhor? Jogar single ou multiplayer? On ou offline? A escolha é dos jogadores. Por mim, multiplayer offline é bem melhor que o online! E tenho dito.

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